Falar em Florença traz à tona a polêmica da Síndrome de Stendhal, sobre a qual já comentei anteriormente aqui no blog. As reações provocadas no organismo diante da grandeza de algumas obras de arte poderiam levar até à confusão mental, de acordo com a Dra. Graziella Margherini que a diagnosticou pela primeira vez em 1989.
Pelo visto, trata-se de um assunto que não intriga apenas a mim, que confesso não ter ainda chegado a uma conclusão sobre o tema, embora me pareça, a primeira vista, um tanto exagerado. Uma recente matéria de Ilaria Giannini para o site intoscana.it, conta as conclusões dos novos estudos a respeito.
Segundo resultados parciais de uma pesquisa conduzida em Florença durante a mostra "Nello Specchio della Meraviglia", de Luca Giordano, no Palazzo Medici Riccardi, o deslumbramento diante das obras-de-arte seria capaz de provocar mudanças no batimento cardíaco e na frequência respiratória, mas não desmaios e alucinações.
O projeto conduzido por pesquisadores da CNR de Pisa e pela faculdade de medicina de Florença, começou no dia 29 de julho e será concluído no próximo dia 31. Até o momento, 190 visitantes submeteram-se aos testes médicos, a maioria, mulheres.
Ainda que o material obtido necessite de alguns meses para ser cuidadosamente analizado, os pesquisadores afirmam que embora Síndrome de Stendhal não tenha se manifestado claramente entre os indivíduos monitorados, muitos casos mostraram aceleração do batimento cardíaco.
A pesquisa mensurou principalmente, a frequência cardíaca diante a imagens, símbolos e sons, a fim de registrar a reação do sistema psicossomático e o andamento das emoções durante o percurso.





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